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Codó - MA

Atualizado: Mai 19

(31/09/2018)

Berço do Terecô da Mata. Terra de bruxos e feiticeiros, dentre os quais se destaca, Bita do Barão. Codó é terra mágica. Seus encantos e sua riqueza em tempos outros estava centrada na extração do coco babaçu. O que nos atraiu até aquela região foram justamente as florestas de cocais, uma peculiaridade desta área do Maranhão, uma transição entre os biomas do cerrado e amazônico.

Como em outras cidades, mais uma vez a dificuldade de comunicação foi o principal entrave. Foi graças a antropóloga Ana Stela Cunha, que vive hoje em Lisboa – Portugal, com quem já realizamos um trabalho na região (comunidade Santo Antônio dos Pretos – Tambor da Mata Sagrada – Terecô) que conseguimos alguma informação. Chegamos a Codó com o objetivo fixo na comunidade de Conduru, pela beleza exuberante da mata de cocais que envolve a comunidade.

Ana nos passou o nome de um pai de santo – Pedro de Exú – que seria nosso contato em Codó. Quando chegamos na cidade fomos em busca deste contato. Tínhamos a informação de que ele é proprietário de uma loja de artigos religiosos, no centro da cidade. Encontramos a loja, fica no centro cultural de Codó, porém Pedro não se encontrava. Nosso tempo era curto demais e as preocupações aumentaram. Conversando com o vendedor, nos informou que no piso de cima do centro cultural encontra-se o departamento de agricultura do município, que talvez pudessem nos dar alguma informação. Fomos até lá e conversamos como sr. Gervásio – coordenador do departamento, através dele chegamos até Luciana Paiol, uma professora que é natural da comunidade Conduro e que iria naquela tarde pra lá. Ponto! É a nossa salvação. Entramos em contato com Luciana, ela iria para a comunidade, mas, só ao final do dia, não dava pra nós. Luciana de pronto pediu para ligarmos logo em seguida, talvez um tio dela que estaria indo para Conduru, não tivesse saído ainda. Logo retornamos a ligação, já desesperançosos. A sorte voltou, ele ainda não havia saído e nos guiaria até o local. Foi quando então conhecemos o seu João Nonato que nos levou até a comunidade, nos apresentou o lugar que é um refúgio e ainda, organizou com as quebradeiras de côco Amparo Machado da Silva e Jessica da Silva Luz, um momento muito especial para que Evandro pudesse fotografar. Missão cumprida e com satisfação na mata de cocais do Maranhão. Codó tem muito mais para nos mostrar. Neste momento não seria possível regressar à Mata Sagrada do Terecô, em Santo Antônio dos Pretos, mas voltaremos um dia, sem dúvida.

(Texto Edemar Miqueta)


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